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Charlie Watts, baterista dos Rolling Stones, morre aos 80 anos

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Charlie Watts, o baterista dos Rolling Stones, morreu nesta terça-feira (24), aos 80 anos. A causa da morte não foi divulgada. O perfil da banda nas redes sociais divulgou o seguinte comunicado assinado pelo porta voz do músico: “É com imensa tristeza que comunicamos a morte de nosso amado Charlie Watts. Ele morreu pacificamente em um hospital em Londres, na manhã de hoje, rodeado por sua família.

Charlie foi um marido estimado, pai e avô e também, enquanto integrante dos Rolling Stones, um dos maiores bateristas de sua geração. Gentilmente pedimos que a privacidade de sua família, colegas de banda e amigos próximos seja respeitada neste momento difícil.”

A notícia chega poucos dias depois a informação de que ele não iria poder tomar parte da próxima turnê do grupo pelos EUA. Segundo a nota, o músico havia passado por um procedimento médico bem sucedido, mas que, por orientação médica, ele deveria ficar em casa, mesmo sentindo-se disposto para se apresentar ao vivo.

Para esses shows, Charlie seria substituído por Steve Jordan, que toca nos projetos solo do guitarrista Keith Richards. Não se sabe se esses shows ainda irão acontecer.

Watts se juntou aos Stones em 1963, antes dele, a banda teve outros dois bateristas que permaneceram apenas por alguns meses. Desde então, ele manteve-se ininterruptamente no grupo fundado por Mick Jagger e Keith Richards. Ele é o segundo integrante dos Stones a morrer, depois do guitarrista Brian Jones, em 1969.

Rolling Stones Os Rolling Stones em 1965

Avesso a solos e demonstrações de exibição técnica, Watts se destacou por seu estilo simples e sóbrio – sua função era a de fornecer uma base sólida e segura para os demais integrantes. Visualmente ele também se diferenciava de seus colegas, preferindo usar ternos ou, nos concertos, camiseta e calça pouco chamativas, ao invés das roupas mais vistosas de Jagger, Richards e Ronnie Wood, guitarrista que se juntou a eles em 1975.

Apesar do estilo “lo-profile”, ele era fundamental na estrutura do grupo, primeiro por seu estilo único – ele dizia que a maioria das bandas segue o baterista, mas que, nos Stones, todos, incluindo ele, seguiam Keith, e esse era um dos segredos de sua música. Watts também tinha um grande interesse em artes plásticas e em design – uma de suas funções dentro da gigantesca máquina que envolve os Roling Stones, estava a de ajudar a criar os palcos de suas turnês.

Charlie também era muito querido pelo público, especialmente o brasileiro. Uma das cenas mais memoráveis vistas nos primeiros shows da banda no país, em janeiro de 1995, foi a quantidade de aplausos que ele recebeu quando Mick Jagger o apresentou à plateia.

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